Assessment em Ambientes Siebel – Parte 1

De Pai para filho

O Objetivo

O objetivo desse artigo (Parte I de II) é introduzir um roteiro técnico – ou um dos possíveis roteiros técnicos – para orientar um assessment de qualquer ambiente Siebel versões 7.8, 8.0 e 8.1.x, IP15, IP17 ou superior com foco nas engines EAI, Workflow e Product Configurator e um Application Object Manager adicional qualquer que, nesse caso, foi o eCommunications Object Manager apenas para ilustrar os exemplos.

Durante a coleta ou após processamento dos insumos gerados, pode ser necessário complementar os dados com uma nova rodada de coletas não documentadas aqui. Isso varia conforme o ambiente analisado e tem relação direta com as engines que o arquiteto responsável pela análise dos insumos está focando.

Por limitações óbvias, esse artigo não considera todas as possibilidades de configurações de ambientes Siebel. 

 

Quem vai precisar ser envolvido na “brincadeira”?

  • Desenvolvedor Siebel com acesso a um repositório de produtos compatível com produção (ou produção);
  • Operador middleware (SOA) com acesso aos serviços de produção;
  • Profissional de Gestão de Ambientes com acesso aos filesystems, consoles e terminais remotos dos servidores participantes de infra do ambiente Siebel;
  • Profissional Técnico, ligado a área usuária, com histórico de incidentes do ambiente analisado.

O acessos necessários

Sobre os aos níveis de acesso necessários para navegação, investigação e orientação sob aspectos da aplicação Siebel

  • No database

Com foco em coleta de informações, única e exclusivamente no escopo do CRM Siebel, os acessos necessários para um assessment seriam:

GRANT CONNECT TO ;
GRANT SSE_ROLE TO ;
GRANT select_catalog_role TO ;

  • Na Aplicação Siebel

Com foco em coleta de informações, única e exclusivamente no escopo do CRM Siebel, os acessos necessários para um assessment seguem as views absolutamente necessárias (desejável responsabilidade Siebel Administrator ou equivalente):

    • Administração do Servidor e a console srvrmgr;
    • Configuração do Servidor;
    • Administração de Produtos;
    • Administração de Processos de Negócio;
    • Administração de Serviços Web;
    • Administração de Dados;
    • Administração do Aplicativo;
    • Administração de Serviços Web;
    • Administração de Distribuição do Aplicativo (ADM);
    • Administração de Validação de Dados;
    • Administração de Eventos em Tempo de Execução;
    • Acesso ao Siebel Repository corrente via Siebel Tools;
  • Sistema Operacional

Aqui há algumas variantes que dependem de premissas sobre as responsabilidades das coletas e tipos de acessos que o cliente pretende disponibilizar à equipe técnica do projeto.

Basicamente precisaremos de um usuário de rede com acesso aos compartilhamentos dos outputs gerados pelas coletas direcionas e com acesso aos logs e traces gerados pela aplicação.

Só pra deixar claro, pode ser necessário algum acesso a mais numa fase posterior à coleta. Se o consultor precisar detalhar algum erro detectado em logs, por exemplo, acessos posteriores podem ser solicitados. Para a análise dos outputs gerados por esse assessment aqui, acesso básico é mais que suficiente.

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As Coletas

De Infraestrutura

Referente a identificação, classificação e designação dos nodes da estrutura física do ambiente Siebel.

Siebel Servers (Gateway, App. Servers, SWS(E), Filesystem, LBs, Firewall, Data Quality,etc.)

Indicar o fornecedor de hardware, o modelo, o sistema operacional e versão, quantidade, função, cores e clocks e memória, NS e IPs. Abaixo um modelo que poderá ser utilizado:

Assessment Siebel

Da estrutura lógica

Referente a identificação, classificação e designação dos nodes da estrutura lógica do ambiente Siebel, os desenhos de arquitetura ou qualquer material que possa servir para ilustrar rapidamente a forma como os nodes interagem entre si é importantíssimo para o trabalho andar mais rápido.

 

Dos principais arquivos de configuração

Para versões do Siebel até o IP16, disponibilizar os seguintes arquivos de configuração, conforme paths correlacionados:

GTWYSRVR_ROOT/admin/siebns.dat
GTWYSRVR_ROOT/admin/base.txt
SWSE_ROOT/admin/lbconfig.txt
SWSE_ROOT/BIN/eapps*
SWSE_ROOT/BIN/base.txt
SFS_ROOT/CFGDefs/ecfgserver.txt
ORACLE_CLIENTE_HOME/admin/network/tnsnames.ora
ORACLE_CLIENTE_HOME/admin/network/sqlnet.ora

Onde:

GTWYSRVR_ROOT é o diretório de instalação do Siebel Gateway;

SWSE_ROOT são os diretórios de instalação de todos os Siebel Web Servers;

SFS_ROOT é o root do Siebel Filesystem local e compartilhado de todos os filesystems utilizados pela aplicação;

ORACLE_CLIENTE_HOME é o diretório de instalação do Oracle Client dos Siebel Servers e do Siebel Gateway.

Para versões IP17 ou superior:

SIEBEL_AI_ROOT/applicationcontainer_external/bin
SIEBEL_AI_ROOT/applicationcontainer_external/conf
SIEBEL_AI_ROOT/applicationcontainer_external/siebelcerts
SIEBEL_AI_ROOT/applicationcontainer_external/siebelwebroot/files/custom
SIEBEL_AI_ROOT/applicationcontainer_external/siebelwebroot/images/custom
SIEBEL_AI_ROOT/applicationcontainer_external/siebelwebroot/scripts/custom
SIEBEL_AI_ROOT/applicationcontainer_external/webapps/*.properties

SIEBEL_GW_ROOT/applicationcontainer_internal/bin
SIEBEL_GW_ROOT/applicationcontainer_internal/conf
SIEBEL_GW_ROOT/applicationcontainer_internal/siebelcerts
SIEBEL_GW_ROOT/applicationcontainer_internal/webapps/*.properties
SIEBEL_GW_ROOT/gtwysrvr/*.sh
SIEBEL_GW_ROOT/gtwysrvr/registry/conf/*.*
SIEBEL_GW_ROOT/gtwysrvr/sys/*.ini
SIEBEL_GW_ROOT/siebsrvr/sys/*.ini

SIEBEL_SES_ROOT/applicationcontainer_internal/bin
SIEBEL_SES_ROOT/applicationcontainer_internal/conf
SIEBEL_SES_ROOT/applicationcontainer_internal/siebelcerts
SIEBEL_SES_ROOT/applicationcontainer_internal/webapps/*.properties
SIEBEL_SES_ROOT/siebsrvr/*.sh
SIEBEL_SES_ROOT/siebsrvr/bin/*.sh
SIEBEL_SES_ROOT/siebsrvr/classes/*.properties
SIEBEL_SES_ROOT/siebsrvr/sys/*.ini

Do print das configurações de ODBC (Windows)

É necessário capturar as configurações dos drivers ODBCs utilizados pela aplicação, no caso de servidores Windows .

Basta dar um print em todas as abas de configuração que já tá bom demais!

Do Spool de comandos do Server Manager

Alguns outputs precisam ser gerados apenas uma vez através da execução dos seguintes comandos:

SBLSERVER_ROOT\bin\srvrmgr.exe /g GTW /e ENT /u USER /p PASS
spool CUSTOM_PATH\ent_param.txt
list enterprise param show PA_ALIAS, PA_VALUE
list advanced enterprise param show PA_ALIAS, PA_VALUE
spool off
spool CUSTOM_PATH\list_server.txt
list server
spool off
spool CUSTOM_PATH\list_comp.txt
list comp
spool off
spool CUSTOM_PATH\SBL_SERVER_param.txt
list param for server SBL_SERVER show PA_ALIAS, PA_VALUE
list advanced param for server SBL_SERVER show PA_ALIAS, PA_VALUE
spool off
…
repetir bloco azul para todos os Siebel Servers
spool CUSTOM_PATH\comp_param.txt
list param for comp COMP_ALIAS server SBL_SERVER show PA_ALIAS, PA_VALUE
…
repetir bloco azul acima para todos os Componentes de todos os Siebel Servers
spool off
exit

Onde:

SBLSERVER_ROOT é o diretório de instalação de algum dos Siebel Servers;

GTW é o alias/Name Server do Siebel Gateway;

ENT é o nome lógico do Siebel Enterprise;

USER é o usuário com privilégio de acesso às telas administrativas do Siebel;

PASS é a senha do usuário privilegiado;

CUSTOM_PATH é o path com permissão de escrita para reter temporariamente os outputs das coletas;

SBL_SERVER é o nome lógico de cada Siebel Server do ambiente;

COMP_ALIAS é o nome lógico de cada componente de cada Siebel Server do ambiente;

Do Spool de comandos Network

Necessário para detectar problemas de rotas de rede e conectividade.

O teste básico que precisamos consiste em calcular as rotas entre os:

  • NS de cada um dos SWS > NS de cada um dos SS
  • NS de cada um dos SS > NS de cada um dos SWS
  • NS de cada um dos SS > NS do GTW (e cluster se aplicável)
  • NS do GTW (e cluster se aplicável) > NS de cada um dos Nodes do DBN
  • NS de cada um dos Nodes do DBN > NS do GTW (e cluster se aplicável)
  • NS de cada um dos SS > NS de cada um dos Nodes do DBN
  • NS de cada um dos Nodes do DBN > NS de cada um dos SS

O comando deve ser executado à partir dos servidores de origem da seguinte forma:

tracert NS_DESTINO > CUSTOM_PATH/[SS/SWS/GTW/DBS]_NS_[SS/SWS/GTW/DBS]_NS.log

Onde:

NS: Name Server (atribuído pelo DNS)

SS: Siebel Server

SWS: Siebel Web Server

GTW: Siebel Gateway

DBS: Database Server Node

CUSTOM_PATH: Path com permissão de escrita para reter temporariamente os outputs das coletas:

Exemplo:

Conectar no SWSE de origem, chamado webserver1, (via Remote Desktop, psexec, etc.);

Abrir console de comando;

Digitar: tracert siebelserver1 > \\custom\dir\SWS_webserver1_SS_siebelserver1.txt

Do Siebel Usage Collection

Para rastrear ocorrências de navegação entre visualizações no aplicativo Siebel é necessário criar um Run Time Event e configurar algumas preferências de sistema conforme instruções abaixo:

1 – Criar um ActionSet (Mapa do Site > Administração – Eventos em tempo de execução > Conjuntos de ações)

 

Assessment Siebel

2 – Associar um Event com o ActionSet criado acima (Mapa do Site > Administração – Eventos em tempo de execução > Eventos)

Assessment Siebel

3 – Configurar preferências de sistema conforme novo valor (Mapa do Site > Administração – Aplicativo > Preferências de Sistema)

Assessment Siebel

Essa coleta deverá ficar ligada uma quantidade de dias que seja suficiente para capturar o perfil de utilização de todos os usuários do ambiente. Ex.: Se existe uma célula de operações que utiliza o CRM apenas a cada 15 dias para lançar backlog de orders feitas no “papel de pão”, essa coleta deveria ficar ligar no mínimo uns 20 dias.

Para desligar a coleta, basta voltar os valores das Preferências de Sistemas para os valores padrão e apagar o Action Set e o Event criados.

Continua na Parte II

Abraço.

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